Performance


Colaboração da comunidade de Ejigbo

Colaboration of Ejigbo community


Ejigbo, Lagos, Nigeria, 2018


Photos Ayo Akinwande

ARA NI ARA II


A mim me interessa questionar as identidades fixas, trazendo pelo próprio corpo uma identidade universal através da magia.


O toque como possibilidade de interseccionar os dois mundos, as duas ou mais cores.


Transformar o lugar da ação em um grande caldeirão para que todos se sintam pertencentes e merecedores da terra.


E que esse caldeirão seja mexido pelo poder do feminino, a força mais pura de criação e ao mesmo tempo de destruição, que traça o caminho do ventre à vida, à morte e ao depois.


Que o feminino esmagado, machucado e transformado no meio do caminho em fábrica de operários do sistema, renasça das cinzas, mostrando à que veio, mostrando a força que tem quem habita um corpo que foi programado para parir a humanidade.


Se criamos, podemos também destruir e esse é o momento para que todas se lembrem disso juntas. 


E que juntas também caminhemos com nossos unguentos, banhos, chás, tinturas, incensos, fumaça, sangue, olhos, cabelos e memórias, no sentido anti-horário, criando um vórtice de limpeza das mazelas que foram criadas em nossas histórias.


Nesse caso, um corpo é um corpo, ARA NI ARA, um corpo é todos os corpos. Asè ooo.

ARA NI ARA II


It interests me to question the fix identities, bringing by the own body an universal identity through sorcery.


The touch as a possibility of intersecctioning the two worlds, the two, or more, colors.


Transforming the place of action into a big cauldron that allows for everyone to feel the sense of belonging and deservative of the earth.


And let this cauldron be stirred by the power of the feminine, the purest force of creation and at the same time of destruction, which traces the path from the womb to life, to death and to beyond.


That the feminine that was crushed, bruised and transformed in the middle of the way in a factory workers of the system, can reborn from the ashes, showing our purpose, showing the force that has who inhabits a body that was programmed to give birth to humanity.


If we create, we can also destroy, and this is the time for all of us to remember this together. And together as well, let us walk with our ointments, baths, teas, tinctures, incenses, smoke, blood, eyes, hair, and memories, counterclockwise, creating a vortex of cleansing the ills that were created in our stories.

In this case, a body is just a body, ARA NI ARA, a body is every body. Asè ooo.

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